segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Corto "Diez minutos"
Para denunciar a frieza e a falta de humanidade nas nossas relações, el corto "Diez minutos", do diretor madrileno Alberto Ruiz Rojo. Tenho certeza de que você irá se identificar com a situação ou que conhece alguém que já passou por algo parecido.
Depois do vídeo, dividido em duas partes, posto trechos de uma entrevista com o diretor, tirada do site "Como hacer cine".
Espero que gostem!
Au revoir! =P
Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=X1amvlKLYCk
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=munvQ5D8QDg&feature=related
Alberto Ruíz Rojo, director (27/07/2005 - chc )
¿Cómo surgió la idea de "Diez minutos"?
Pues de un gran sentimiento de rabia e impotencia, fruto de varios enfrentamientos con los servicios de atención al cliente de varias empresas. Me parece terrorífico este sistema que se está imponiendo, que para mi es una metáfora de un modelo de sociedad al que nos acercamos peligrosamente.
¿Cómo definiría a "Diez minutos"?
Creo que sobre todo es una historia muy humana, que parte de un argumento universal ("el hombre contra el sistema" o "idealismo contra realismo") llevada a una esfera muy actual.
Luego, la forma en que esta llevada a cabo, con una creo que muy acertada estructura del guión y una maravillosa interpretación de los actores (Gustavo Salmerón y Eva Marciel) la hacen muy atractiva.
¿Cómo ve las relaciones actuales entre las personas, que de eso se trata su pieza?
Pues creo que la sociedad española es muy dinámica y muchos conceptos están cambiando. Por una parte muchos convencionalismos desaparecen y la comunicación es más directa. Por otro lado, creo que el sentido de compromiso está desapareciendo por completo y todo el mundo se mueve en un absoluto esquema de improvisación muy ligado al propio interés.
Creo que en cierto aspecto vamos a un modelo de sociedad más abierto y equilibrado, pero un poco más egoísta.
¿Alguna vez se sintió como el protagonista?
Muchas, muchísimas. Yo soy muy "peleón", aunque a veces es agotador tener que estar con la espada en alto para que "no te pisen". Curiosamente después de haber hecho el corto, cuando me pasa algo parecido me dan ganas de decirle al teleoperador-a "¿pero usted no ha visto el corto "Diez minutos"?
Disponível em : http://comohacercine.com/articulo.php?id_art=1323&id_cat=2
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Ser professor é (também) comover-se com os problemas dos alunos.
Num dia desses, numa avaliação, sem pretensão alguma de expor os problemas dos meus alunos ou de dar-lhes a chance de falar de seus móveis e eletrodomésticos, de vangloriarem-se com os seus “bens” (muitos fizeram isso!), inseri uma questão em que deveriam descrever a sua casa. A questão, vista de fora, não era das mais criativas. Não sei ao certo o que eu esperava dela. Mas uma das respostas me surpreendeu. Veja:
“A minha é velha, tem goteira, existe desde que meu pai nasceu: tem um baita de um buracão no teto, paredes caindo aos pedaços, janela caindo, laje quebrada, vários buracos no chão, chaminé quebrada, caindo quase na casa do vizinho, goteira portão ruim, cor saindo e passarinhos todos os dias morrem no telhado.”
Não preciso dizer como fiquei depois da leitura, não é? O meu aluno não me sai da cabeça. E o que mais me incomoda é a minha impotência diante do seu problema. O máximo que posso fazer – e faço – é tentar ser uma boa professora para ele, uma pessoa gentil, carinhosa, atenciosa e até amiga. No mais, infelizmente, não poderei influenciar. O resto vem com o tempo, quando ele estiver adulto (quem sabe!?) e eu, talvez, nem esteja mais aqui.
Eu precisava desse desabafo.
Um abraço a todos!
Vanessa.
p.s.: no texto do meu aluno, não fiz nenhuma correção na pontuação. Apenas corrigi as inadequações ortográficas.
domingo, 15 de agosto de 2010
Cordelia Urueta.
Logo que me deparei com a frase (de Cordelia) “Busco uma emoção que vem de dentro”, lembrei-me da obra de Clarice Lispector.
A sensação de ler a obra de Cordelia Urueta, para mim, é a mesma que sinto quando leio Clarice. Ambas encantam pela coexistência do simples e do hermético; das visões otimistas e pessimistas que se pode tecer sobre a nossa existência aqui na terra. E fazem isso num mesmo texto, numa mesma obra. Resultando em algo que ora se digere facilmente, ora se engole com dor, medo e sofrimento. Gosto desses contrapontos.
Deliciai-vos! rs ...
Fica a dica!
Boa semana!
Beijo!
sábado, 7 de agosto de 2010
Pai.
Esquecer
Um amigo meu, nos Estados Unidos, comprou uma casa velha de mais de um século, conservada, como muitas por lá existem. Muitas coisas a serem consertadas. Tudo teria que ser pintado de novo. Antes de pintar com as cores novas ele achou melhor raspar das paredes a cor velha, um azul sujo e desbotado. Raspado o azul, debaixo dele surgiu uma cor rosa mais velha ainda que o azul. Raspou-a também. Aí apareceu o creme, e depois do creme o branco... Cada morador havia coberto a cor anterior com uma cor nova. E assim ele foi indo, pacientemente, camada após camada. Queria chegar à cor original, que apareceria depois que todas as camadas de tinta fossem raspadas. Finalmente o trabalho terminou. E o que encontrou foi surpresa inesperada que o encheu de alegria. Mais bonito que qualquer tinta: madeira linda, o maravilhoso pinho-de-riga, com nervuras formando sinuosos arabescos cor castanha contra um fundo marfim. Parábola: somos aquela casa. Ao nascer somos pinho-de-riga puro. Mas logo começam as demãos de tinta. Cada um pinta sobre nós a cor de sua preferência. Todos são pintores: pais, avós, professores, padres, pastores. Até que o nosso corpo desaparece. Claro, não é com tinta e pincel que eles nos pintam. O pincel é a fala. A tinta são as palavras. Falam, as palavras grudam no corpo, entram na carne. Ao final o nosso corpo está coberto de tatuagens da cabeça aos pés. Educados. Quem somos? “O intervalo entre o nosso desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de nós“, responde Álvaro de Campos. (Rubem Alves)
Aproveito o texto de Rubem Alves para homenagear uma das pessoas mais especiais da minha vida: o meu pai. Ele sempre foi um pai maravilhoso e, com certeza, responsável por muitas demãos de tinta que recebi (e quis guardar, aceitei, não quis/precisei ‘raspar’) durante esses 26 anos. Devo muito do meu caráter, da minha moral, a ele e à minha mãe, que me educaram com amor, carinho e, principalmente, responsabilidade. Obrigada, pai, pelas palavras amigas, pelo carinho constante, pela preocupação e pelo amor incondicional. AMO você.
Dia dos pais é todo dia, eu sei, mas: Feliz dia dos pais a todos! E, para aqueles que – por diversos motivos – não estiverem com seus pais, hoje, vale Pãe, vôpai, tiopai, paidrinho, pairmão, paiamigo, e assim por diante... O que importa é o sentimento que existe e aquela sensação (na verdade, aquela certeza) de que aquele cara (ou “aquela cara”) é O CARA, é o seu herói e o dono das demãos mais importantes da sua vida.
Beijos, boa semana a todos!
Com carinho,
Vanessa.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Adriana Calcanhotto: inspiração.
Pra você(s), Maré, música de Adriana Calcanhotto e Moreno Veloso. (E junto algumas fotos dos meus dias de folga.)
Tive o prazer de ver a Adriana cantando essa música ao vivo, no show Maré, em Curitiba. Foi emocionante! =)
Espero que goste(m)!
http://www.adrianacalcanhotto.com/sec_musicas_letra.php?id=98



Boa semana a todos!
Beijos!
sábado, 17 de julho de 2010
Um pouco mais de Alfonsina Storni.
¿Qué diría?
¿Qué diría la gente, recortada y vacía
si en un día fortuito, por ultrafantasía,
me tiñera el cabello de plateado y violeta,
usara peplo griego, cambiara la peineta
por cintillo de flores: miosotis o jazmines,
cantara por las calles al compás de violines,
o dijera mis versos recorriendo las plazas,
libertado mi gusto de vulgares mordazas?
¿Irían mirarme cubriendo las aceras?
¿Me quemarían como quemaron hechiceras?
¿Campanas tocarían para llamar la policía?
En verdad que pensarlo me da un poco de risa.
(Alfonsina Storni)
Au revoir!




